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Data de fabricação não define desempenho do pneu

Testes realizados na Itália indicaram que pneus corretamente armazenados podem manter desempenho semelhante mesmo quando produzidos em anos diferentes. As avaliações foram promovidas pela Assogomma, associação italiana da indústria da borracha, durante o programa “Pneumatici sotto controllo”. As provas compararam pneus da mesma medida e especificação, mas com diferenças de até mais de três anos […]

por Mateus Taday em 08/07/2026 - Atualizado em 04/07/2026

Testes realizados na Itália indicaram que pneus corretamente armazenados podem manter desempenho semelhante mesmo quando produzidos em anos diferentes. As avaliações foram promovidas pela Assogomma, associação italiana da indústria da borracha, durante o programa “Pneumatici sotto controllo”.

As provas compararam pneus da mesma medida e especificação, mas com diferenças de até mais de três anos entre as datas de fabricação. Segundo a entidade, os resultados de frenagem e aderência foram equivalentes quando os produtos haviam sido armazenados de forma adequada.

Os ensaios de frenagem foram realizados em pavimento seco, a 70 km/h e 90 km/h, e em pista molhada, a 50 km/h e 70 km/h. As distâncias de parada foram medidas por sistemas instalados nos veículos e calculadas a partir da média de várias tentativas.

Diferenças ficaram em poucos centímetros

De acordo com a Assogomma, as diferenças registradas entre os pneus mais novos e os fabricados anteriormente ficaram na ordem de poucos centímetros, dentro da variação normal desse tipo de teste. Em algumas passagens, o melhor resultado foi obtido pelo pneu mais recente; em outras, pelo produto com maior tempo desde a fabricação.

A entidade argumenta que a data impressa no flanco não representa um prazo de validade. A marcação, normalmente formada pela semana e pelo ano de produção, é utilizada principalmente para a rastreabilidade do pneu ao longo da cadeia de distribuição e para identificar lotes em eventuais campanhas de recall.

Isso não significa, porém, que os pneus sejam imunes ao envelhecimento. As recomendações da European Tyre and Rim Technical Organisation (ETRTO) reconhecem que eles envelhecem mesmo quando não são utilizados e orientam a realização de inspeções para identificar rachaduras, deformações ou outros sinais de deterioração.

A duração de um pneu depende de fatores como temperatura, umidade e posição de armazenamento, além das condições encontradas durante o uso, incluindo carga, velocidade, pressão de inflação e danos acidentais. Por causa dessa combinação de variáveis, a ETRTO afirma que não é possível estabelecer antecipadamente uma vida útil única para todos os produtos.

Os resultados apresentados pela Assogomma referem-se, portanto, a pneus novos e corretamente conservados. Para avaliar a segurança de um produto, a data de fabricação não deve ser analisada isoladamente: condições de armazenamento, integridade estrutural, profundidade do sulco e manutenção durante o uso continuam sendo fatores determinantes.


Não deixe de ver os artigos do Prof. Quadrelli sobre o tema: Mito ou verdade? Pneus precisam de tempo de maturação antes de serem instalados? e DOT é um número de série ou indica prazo de validade?

Fonte: Pneusnews.it