EUA podem mudar testes e marcações obrigatórias de pneus
Os Estados Unidos iniciaram um processo de revisão das normas federais de segurança de pneus que poderá modificar os métodos de homologação, os testes de resistência e as informações obrigatórias nas laterais dos produtos. Anunciada pela National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA) em 26 de outubro, a iniciativa representa a primeira grande modernização dessas exigências […]
por Mateus Taday em 29/10/2026 - Atualizado em 28/10/2026
Os Estados Unidos iniciaram um processo de revisão das normas federais de segurança de pneus que poderá modificar os métodos de homologação, os testes de resistência e as informações obrigatórias nas laterais dos produtos. Anunciada pela National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA) em 26 de outubro, a iniciativa representa a primeira grande modernização dessas exigências em mais de 20 anos e poderá afetar fabricantes de pneus americanos e estrangeiros que comercializam seus produtos no país.
A revisão abrange as normas FMVSS 109, 119 e 139, que estabelecem requisitos de segurança para diferentes categorias de pneus. Entre os pontos em discussão estão os ensaios de resistência à penetração, destalonamento e durabilidade, utilizados para verificar a integridade estrutural dos produtos. A agência pretende avaliar se os métodos atuais continuam adequados às tecnologias modernas de fabricação e às características dos veículos em circulação.
Outro ponto relevante é a possível modernização das marcações obrigatórias nas laterais dos pneus. A NHTSA também pretende avaliar a classificação de capacidade de carga, incluindo a incorporação dos pneus Load Range F para caminhonetes à norma FMVSS 139. Em um processo regulatório separado, a agência prevê discutir exigências de identificação como as inscrições “radial” e “tubeless” e a indicação do número de lonas na banda de rodagem e nas laterais. Entretanto, não foram anunciadas alterações específicas no formato do código DOT nem nos critérios do sistema UTQG, que classifica os pneus por desgaste, tração e resistência à temperatura.
A atualização poderá ainda estabelecer requisitos mais adequados para pneus não pneumáticos, incluindo tecnologias que dispensam o uso de ar pressurizado. A intenção é adaptar a regulamentação a projetos que não se enquadram integralmente nos métodos tradicionais de avaliação. Para fabricantes que exportam pneus aos Estados Unidos, eventuais alterações poderão exigir revisões nos procedimentos de ensaio, certificação e identificação dos produtos.
Por enquanto, nenhuma norma foi modificada. A NHTSA abriu até 27 de novembro o prazo para contribuições públicas e indicações de representantes para um comitê técnico de até 18 integrantes, incluindo fabricantes, distribuidores, montadoras e especialistas em segurança. O grupo poderá trabalhar por até dois anos na elaboração de recomendações, que posteriormente dependerão de um processo regulatório formal antes de qualquer mudança entrar em vigor.