Michelin fechará fábrica em Guarulhos até o final de 2025
A Michelin América do Sul comunicou oficialmente ao mercado que encerrará, de forma gradual, as operações de sua unidade fabril em Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo, até o fim deste ano. A planta, com mais de sete décadas de atividade, é voltada à produção de câmaras de ar para pneus de motocicletas e […]
por Lara Roibone em 30/06/2025 - Atualizado em 01/07/2025
A Michelin América do Sul comunicou oficialmente ao mercado que encerrará, de forma gradual, as operações de sua unidade fabril em Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo, até o fim deste ano. A planta, com mais de sete décadas de atividade, é voltada à produção de câmaras de ar para pneus de motocicletas e bicicletas, além de itens industriais e componentes intermediários. A decisão envolve cerca de 350 funcionários e faz parte de um plano de reorganização da companhia no Brasil.
Segundo a empresa, o fechamento da fábrica está diretamente ligado ao aumento da presença de produtos importados da Ásia no mercado brasileiro, especialmente aqueles vendidos a preços inferiores ao custo de produção nacional. Essa dinâmica teria provocado uma superoferta no segmento, reduzindo a viabilidade da operação local, especialmente nas linhas de câmaras de ar, hoje altamente pressionadas por essa concorrência.
A multinacional francesa afirmou ter analisado alternativas para manter a fábrica em funcionamento, mas concluiu que nenhuma das opções avaliadas era economicamente viável ou sustentável a longo prazo. Assim, a medida foi definida como uma solução inevitável diante do cenário adverso enfrentado pela empresa.
A Michelin iniciou tratativas com representantes sindicais para discutir os termos do encerramento dos contratos de trabalho, garantindo que prestará suporte aos funcionários afetados. A companhia também assegurou que continuará atendendo seus compromissos com clientes e parceiros durante o período de transição.
Apesar do fechamento da unidade de Guarulhos, a Michelin manterá sua presença industrial no país com operações em outras localidades, como Manaus (Amazonas), Resende e Campo Grande (Rio de Janeiro), além de unidades em Minas Gerais, Bahia e outras regiões do estado de São Paulo.
Não. As linhas de pneus automotivos vêm de Resende (RJ) e Manaus (AM) ou são importadas de outras fábricas do grupo.
A empresa não descarta novas aquisições ou expansões no país, mas considera improvável retomar a planta de Guarulhos dada a atual dinâmica de mercado.