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Custos devem reduzir margens de fabricantes indianas

As margens operacionais das principais fabricantes indianas de pneus devem cair de aproximadamente 14,2% no ano fiscal de 2026 para entre 11,5% e 12% no exercício atual, que termina em março de 2027. A projeção da Crisil Ratings considera as seis maiores fabricantes do país, responsáveis por cerca de 85% da receita do setor, estimada […]

por Mateus Taday em 26/08/2026 - Atualizado em 25/08/2026

As margens operacionais das principais fabricantes indianas de pneus devem cair de aproximadamente 14,2% no ano fiscal de 2026 para entre 11,5% e 12% no exercício atual, que termina em março de 2027.

A projeção da Crisil Ratings considera as seis maiores fabricantes do país, responsáveis por cerca de 85% da receita do setor, estimada em US$ 14,2 bilhões (1,36 trilhão de rúpias) no último exercício.

Borracha natural lidera aumento dos custos

Segundo a agência, o preço dos principais insumos avançou entre 35% e 40%, enquanto os reajustes dos pneus estão sendo aplicados gradualmente. A borracha natural, que representa quase metade dos custos com matérias-primas, passou de aproximadamente US$ 2,30 para US$ 2,87 por quilo (220 para 275 rúpias).

Chuvas irregulares na Índia e no Sudeste Asiático reduziram a oferta de borracha natural. Ao mesmo tempo, conflitos no Oriente Médio e dificuldades logísticas elevaram os preços de insumos ligados ao petróleo, como borracha sintética, negro de fumo e tecidos de nylon.

A Crisil considera que a redução das margens será temporária. Caso os custos se estabilizem e os reajustes sejam absorvidos pelo mercado, o indicador poderá se recuperar para entre 13% e 13,5% no próximo exercício.

Fabricantes mantêm investimentos

Apesar da pressão sobre a rentabilidade, as fabricantes devem investir aproximadamente US$ 1,88 bilhão (180 bilhões de rúpias) entre os anos fiscais de 2027 e 2028. O valor é quase o dobro do aplicado nos dois exercícios anteriores.

O crescimento dos volumes deve desacelerar de 7% a 8% para entre 4% e 5% no exercício atual, enquanto as exportações podem avançar entre 3% e 4%. A combinação de capacidade adicional e crescimento mais lento do mercado interno pode aumentar a busca das fabricantes indianas por vendas internacionais, inclusive na América Latina.

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