Acordo salarial da Kumho é rejeitado e risco de greve volta à Coreia do Sul
Os trabalhadores da Kumho Tire rejeitaram os acordos preliminares de salários e convenção coletiva negociados entre a fabricante e o sindicato na Coreia do Sul. A votação, realizada nos dias 23 e 24 de agosto entre funcionários das fábricas de Gwangju e Gokseong, faz com que as partes tenham de retornar à mesa de negociação […]
por Mateus Taday em 25/08/2026 - Atualizado em 25/08/2026
Os trabalhadores da Kumho Tire rejeitaram os acordos preliminares de salários e convenção coletiva negociados entre a fabricante e o sindicato na Coreia do Sul. A votação, realizada nos dias 23 e 24 de agosto entre funcionários das fábricas de Gwangju e Gokseong, faz com que as partes tenham de retornar à mesa de negociação e recoloca a possibilidade de uma paralisação no radar.
Dos 3.309 trabalhadores aptos a votar, 2.871 participaram. A proposta salarial foi rejeitada por 54,61% dos votantes, enquanto 54,03% ficaram contra o acordo coletivo. O entendimento preliminar alcançado em 21 de agosto previa aumento de 3% no salário-base, bônus de desempenho de 5,5 milhões de won, incentivo adicional de 500 mil won e pagamento de 2,5 milhões de won relacionado a um acordo firmado em 2018.
Sindicato discutirá próximos passos
Entre as insatisfações apontadas durante o processo está a forma de aplicação do reajuste salarial. Parte dos trabalhadores defendia aumentos proporcionalmente maiores para funcionários com menos tempo de empresa. O sindicato já havia obtido autorização dos trabalhadores para realizar ações industriais antes de chegar ao acordo preliminar, o que mantém a greve como uma das alternativas disponíveis caso uma nova rodada de negociações fracasse.
A direção sindical, porém, afirmou que a rejeição da proposta não deve ser interpretada automaticamente como apoio a uma greve imediata. O sindicato pretende primeiro consultar novamente os trabalhadores e reunir seu comitê de disputa para definir a retomada das negociações e avaliar eventuais paralisações. A Kumho declarou que pretende trabalhar para que as negociações coletivas sejam concluídas de forma satisfatória.