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Bridgestone conclui recompra de US$ 936 milhões

A Bridgestone concluiu um programa de recompra de 42,65 milhões de ações próprias por aproximadamente US$ 936 milhões (¥150 bilhões). Os papéis foram adquiridos entre 17 de fevereiro e 31 de agosto de 2026. O volume corresponde a 3,5% das ações emitidas antes da operação. A fabricante cancelará todos os papéis recomprados em 18 de […]

por Mateus Taday em 02/09/2026 - Atualizado em 02/09/2026

A Bridgestone concluiu um programa de recompra de 42,65 milhões de ações próprias por aproximadamente US$ 936 milhões (¥150 bilhões). Os papéis foram adquiridos entre 17 de fevereiro e 31 de agosto de 2026.

O volume corresponde a 3,5% das ações emitidas antes da operação. A fabricante cancelará todos os papéis recomprados em 18 de setembro, reduzindo o total de ações emitidas para aproximadamente 1,29 bilhão.

O programa havia sido aprovado em 16 de fevereiro e permitia a aquisição de até 60 milhões de ações por, no máximo, US$ 936 milhões. A Bridgestone não atingiu o limite de papéis, mas utilizou praticamente todo o valor autorizado.

Subsidiária das Américas envia recursos à matriz

Em uma operação separada, a Bridgestone Americas aprovou o pagamento de aproximadamente US$ 335 milhões (¥53,6 bilhões) em dividendos à controladora japonesa. A transferência será realizada com recursos acumulados pela subsidiária.

A matriz reconhecerá o valor como receita não operacional em seu balanço individual de 2026. A operação, entretanto, não terá impacto sobre o resultado consolidado da Bridgestone porque o pagamento ocorre entre empresas do mesmo grupo.

O documento não informa quanto do caixa distribuído foi gerado na América do Norte ou na América Latina. Por isso, o dividendo não pode ser interpretado como um indicador específico do desempenho latino-americano.

As duas operações também possuem efeitos distintos. A recompra seguida do cancelamento reduz o número de ações em circulação, enquanto o dividendo da Bridgestone Americas apenas transfere recursos internamente. A fabricante não anunciou mudanças nos investimentos ou nas operações industriais das Américas relacionadas às medidas.