Espanha amplia compras de pneus asiáticos; China recua em leves
As importações espanholas de pneus asiáticos para passeio, 4×4 e comerciais leves cresceram 16,4% no primeiro semestre de 2026, para 8,37 milhões de unidades. No mesmo período, os embarques provenientes da China recuaram 0,9%, para 5,47 milhões, embora o país tenha mantido a liderança, com 65% do volume asiático. Os dados são de levantamento da […]
por Mateus Taday em 09/09/2026 - Atualizado em 08/09/2026
As importações espanholas de pneus asiáticos para passeio, 4×4 e comerciais leves cresceram 16,4% no primeiro semestre de 2026, para 8,37 milhões de unidades. No mesmo período, os embarques provenientes da China recuaram 0,9%, para 5,47 milhões, embora o país tenha mantido a liderança, com 65% do volume asiático. Os dados são de levantamento da Associação Nacional de Distribuidores e Importadores de Pneus (ADINE), elaborado com informações do ICEX e da agência tributária espanhola.
Indonésia, Vietnã e Camboja ampliaram os fornecimentos nesse segmento, segundo a associação. Em junho, a mudança foi mais acentuada: as compras espanholas de pneus asiáticos para veículos leves cresceram 10,3%, enquanto as provenientes da China caíram 26,2%. A participação chinesa ficou em 54% das importações asiáticas da categoria no mês.
Vietnã lidera fornecimento de pneus de carga
Nos pneus para caminhões e ônibus, as importações asiáticas aumentaram 29,5% no semestre, para 327.880 unidades. O Vietnã respondeu por 139.880 pneus, equivalentes a 43% do total. Apesar da expansão acumulada, junho registrou queda de 2,6% nas compras da categoria. Os percentuais se referem às importações procedentes da Ásia, não à participação desses países no mercado espanhol total.
A ADINE associa a diversificação das origens ao ambiente regulatório e tarifário europeu e à reorganização das cadeias internacionais de fornecimento. O movimento se insere no contexto da expansão das fábricas de pneus no Sudeste Asiático, onde fabricantes chinesas vêm ampliando sua presença industrial. A redução dos embarques originários da China, portanto, não permite concluir que empresas chinesas estejam perdendo participação, já que também produzem em outros países.