México proíbe importação de pneus usados
O governo do México determinou a proibição temporária da entrada de pneus usados no país por meio do Programa de Indústria Manufacturera, Maquiladora e de Serviços de Exportação (IMMEX). A medida, publicada em decreto, altera o regulamento para impedir que pneus classificados nas posições tarifárias 4012.20.01 e 4012.20.99 sejam importados de forma temporária, sem estabelecer […]
por Lara Roibone em 08/09/2025 - Atualizado em 08/09/2025
O governo do México determinou a proibição temporária da entrada de pneus usados no país por meio do Programa de Indústria Manufacturera, Maquiladora e de Serviços de Exportação (IMMEX). A medida, publicada em decreto, altera o regulamento para impedir que pneus classificados nas posições tarifárias 4012.20.01 e 4012.20.99 sejam importados de forma temporária, sem estabelecer prazo para o fim da restrição.
Segundo representantes da indústria, ainda que a maior parte dos pneus usados chegue ao México por meio de importações definitivas autorizadas, o bloqueio das operações temporárias reduz incentivos para práticas de triangulação e o chamado “contrabando técnico”. O setor avalia que essa ação deve contribuir para fortalecer o mercado formal de pneus novos, além de diminuir riscos relacionados à segurança viária.
Historicamente, pneus de segunda mão, conhecidos como “gallos”, eram introduzidos sob a justificativa de recapagem e reexportação, mas muitos acabavam comercializados diretamente no mercado interno, sem atender padrões mínimos de qualidade. Para a Câmara Nacional da Indústria da Borracha (CNIH), isso criava distorções de preços e concorrência desleal com fabricantes e distribuidores locais.
Com a nova regulamentação, o governo busca reduzir a entrada de produtos usados que não atendam requisitos técnicos e ambientais, além de estimular práticas mais sustentáveis para a destinação de pneus inservíveis. O objetivo é criar um ambiente de negócios mais equilibrado e alinhado às demandas de segurança e sustentabilidade.
* Com informações Forbes México e El Financiero
Foto: Freepik