Continental fecha acordo sobre perdas do Dieselgate
A Continental AG chegou a um acordo com ex-integrantes de sua diretoria e com suas seguradoras para encerrar uma disputa relacionada ao escândalo de manipulação de emissões de motores a diesel, conhecido como Dieselskandal ou “Dieselgate”. A informação foi divulgada pelo jornal Handelsblatt, que citou fontes próximas ao assunto. De acordo com a publicação, o […]
por Mateus Taday em 09/10/2025 - Atualizado em 09/10/2025
A Continental AG chegou a um acordo com ex-integrantes de sua diretoria e com suas seguradoras para encerrar uma disputa relacionada ao escândalo de manipulação de emissões de motores a diesel, conhecido como Dieselskandal ou “Dieselgate”. A informação foi divulgada pelo jornal Handelsblatt, que citou fontes próximas ao assunto.
De acordo com a publicação, o entendimento foi considerado “surpreendente” e inclui o pagamento de uma indenização cujos valores seriam cobertos principalmente por um consórcio de seguradoras liderado pela AIG (American International Group). O montante estimado varia entre 40 milhões e 50 milhões de euros, o que corresponde a cerca de R$ 234 milhões a R$ 293 milhões.
Os ex-executivos envolvidos no caso são Dr. Karl-Thomas Neumann, Dr. Elmar Degenhart, José Avila e Wolfgang Schäfer, todos apontados como potenciais responsáveis por parte dos prejuízos sofridos pela companhia. A decisão, contudo, ainda depende da aprovação formal dos acionistas durante a próxima assembleia geral.
Escândalo custou centenas de milhões à Continental
Segundo o Handelsblatt, o episódio relacionado ao Dieselskandal teria causado um impacto financeiro total de aproximadamente 300 milhões de euros (R$ 1,76 bilhão) à Continental, sediada em Hannover, Alemanha. O caso remonta às investigações sobre irregularidades em componentes eletrônicos utilizados em veículos de diferentes montadoras, durante o período em que a manipulação de emissões foi amplamente investigada por autoridades europeias.
A empresa não comentou oficialmente os detalhes do acordo até o momento.
Foto: Continental.
Fonte: Handelsblatt.