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Ranking global de pneus em 2025 tem Bridgestone na frente e expõe diferenças de margem

O ranking global de fabricantes de pneus em 2025 coloca a Bridgestone na liderança, com vendas de US$ 27,679 bilhões, seguida pela Michelin, com US$ 25,453 bilhões, e pela Goodyear, com US$ 18,280 bilhões. Na sequência aparecem Continental, Pirelli, Yokohama e Hankook, num bloco que mistura grupos amplos e fabricantes mais concentrados em pneus. A […]

por Mateus Taday em 17/04/2026 - Atualizado em 17/04/2026

O ranking global de fabricantes de pneus em 2025 coloca a Bridgestone na liderança, com vendas de US$ 27,679 bilhões, seguida pela Michelin, com US$ 25,453 bilhões, e pela Goodyear, com US$ 18,280 bilhões. Na sequência aparecem Continental, Pirelli, Yokohama e Hankook, num bloco que mistura grupos amplos e fabricantes mais concentrados em pneus.

A primeira leitura do ranking exige cautela. Nem todas as companhias divulgam números com o mesmo escopo. Em alguns casos, o valor considera praticamente todo o negócio de pneus da empresa. Em outros, o total incorpora atividades adicionais ou efeitos contábeis que tornam a comparação menos direta.

Esse é o caso da Continental e da Hankook. A Continental aparece no levantamento com US$ 15,867 bilhões em vendas e margem operacional de 13,2%, mas esse total não deve ser lido da mesma forma que o de uma fabricante mais concentrada em pneus. Já a Hankook, dependendo do recorte adotado, pode parecer menos rentável no consolidado do grupo do que na divisão de pneus propriamente dita.

Em empresas como Pirelli, Toyo, Nokian e, em boa medida, Michelin, a leitura tende a ser mais limpa para quem quer entender o negócio de pneus. No caso de grupos mais diversificados ou com subsidiárias relevantes fora da atividade principal, o faturamento consolidado e a rentabilidade do segmento pneus podem contar histórias diferentes.

As mais e menos lucrativas

Quando o foco passa da receita para a margem operacional, o ranking muda bastante. Toyo lidera com 17,4%, seguida de BKT, com 16,5%, Hankook, com 16,3%, e Pirelli, com 16,0%. São empresas que, em maior ou menor grau, conseguem combinar disciplina de preço, mix mais favorável e foco maior em linhas de maior valor agregado.

A Continental também chama atenção, com 13,2%, assim como Yokohama, com 13,8%, Kumho, com 12,2%, e Bridgestone, com 11,6%. Nesse grupo, a combinação entre escala e rentabilidade continua forte, ainda que sem atingir os níveis mais altos vistos em marcas mais focadas.

Na outra ponta, os resultados mais frágeis aparecem em Goodyear, com margem negativa de -0,7%, Double Star, com -7,7%, Titan, com 1,1%, GST, com 1,3%, e Nokian, com 2,6%. Em alguns casos, o problema está em pressão de custos e estrutura. Em outros, pesa o efeito de reestruturações, ajustes contábeis ou mudanças recentes de capacidade industrial.

Michelin merece um comentário à parte. Embora siga entre os dois maiores grupos do setor em vendas, o levantamento provisório aponta margem operacional de 8,8%, abaixo do que normalmente se associa à companhia. Isso sugere que o critério usado na tabela é mais conservador do que algumas métricas ajustadas frequentemente destacadas pela própria fabricante.

O que mudou de 2024 para 2025

Na comparação com 2024, a Bridgestone aparece como um dos casos mais sólidos. A empresa manteve praticamente o mesmo patamar de vendas e ainda elevou o lucro operacional, reforçando a recuperação de rentabilidade observada após anos mais pressionados.

Yokohama, Hankook e Toyo também tiveram desempenho forte. A Yokohama avançou em lucratividade, a Hankook sustentou uma das melhores margens do setor e a Toyo manteve um nível de eficiência que a colocou à frente de grupos muito maiores em rentabilidade relativa.

Entre as chinesas, o quadro é misto. Sailun e Zhongce aparecem com boa combinação entre escala e margem, enquanto Linglong ainda exibe rentabilidade mais fraca. Isso mostra que o avanço do volume chinês não está ocorrendo de maneira homogênea entre os fabricantes.

O retrato de 2025 reforça, portanto, duas conclusões. A primeira é que liderança em vendas não significa automaticamente liderança em margem. A segunda é que qualquer comparação séria precisa separar, sempre que possível, o faturamento consolidado de um grupo do desempenho específico da divisão de pneus. Sem essa distinção, algumas empresas parecem menos lucrativas do que realmente são em seu negócio principal, enquanto outras se beneficiam de uma estrutura mais simples e mais fácil de comparar.

PosiçãoEmpresaVendas 2025 (US$ mi)Lucro operacional (US$ mi)Margem operacional
1Bridgestone27.6793.22311,6%
2Michelin25.4532.8378,8%
3Goodyear18.280-133-0,7%
4Continental15.8672.09113,2%
5Pirelli7.7691.24016,0%
6Yokohama7.4921.03613,8%
7Hankook7.2591.18516,3%
8Dunlop (SRI)6.9745337,6%
9Sailun5.1655089,8%
10ZC-Rubber4.88951710,6%
11Toyo3.66063817,4%
12MRF3.5173479,9%
13Linglong3.4941664,8%
14Kumho3.30740412,2%
15Apollo3.1771615,1%
16Cheng Shin (Maxxis)2.9032197,5%
17Nexen2.2441205,3%
18JK Tyre1.8281045,7%
19Titan1.828211,1%
20CEAT1.710975,7%
21Nokian1.575412,6%
22Guizhou1.486694,6%
23Triangle1.3591188,7%
24BKT1.26020816,5%
25Sentury1.20217514,6%
26GST1.161151,3%
27Aeolus1.060323,0%
28Double Star664-51-7,7%
Tabela 1: Resultados das 28 maiores empresas de pneus em 2025.