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Michelin prevê cortar até 1.500 vagas na França

A Michelin anunciou um plano que pode resultar na eliminação de até 1.500 postos de trabalho na França ao longo de três anos. A medida foi apresentada nesta quinta-feira, 28 de maio de 2026, e deve ocorrer por meio de desligamentos voluntários, sem fechamento de unidades industriais neste momento. O programa está previsto para começar […]

por Mateus Taday em 28/05/2026 - Atualizado em 28/05/2026

A Michelin anunciou um plano que pode resultar na eliminação de até 1.500 postos de trabalho na França ao longo de três anos. A medida foi apresentada nesta quinta-feira, 28 de maio de 2026, e deve ocorrer por meio de desligamentos voluntários, sem fechamento de unidades industriais neste momento.

O programa está previsto para começar em 1º de janeiro de 2027. Segundo a fabricante, a iniciativa busca ajustar a estrutura de custos do grupo em um ambiente econômico considerado instável e, ao mesmo tempo, acompanhar mudanças nas necessidades de mão de obra da companhia.

Plano afeta áreas administrativas e industriais

Do total de vagas potencialmente afetadas, cerca de dois terços estão ligados a funções de suporte e um terço a atividades industriais. A Michelin afirma que os empregados envolvidos poderão ter acesso a oportunidades de mobilidade interna e treinamento para transição a novas funções.

A companhia emprega aproximadamente 17 mil pessoas na França e informa que pretende continuar contratando no país. O anúncio, portanto, não representa uma saída da Michelin de sua base industrial francesa, mas reforça o processo de reorganização da estrutura local.

Ajuste ocorre em meio à pressão de custos

A Michelin havia confirmado suas metas para 2026 no fim de abril, mas já indicava a necessidade de seguir melhorando sua estrutura de custos. A fabricante também apontou impacto adicional estimado em € 400 milhões relacionado ao ambiente geopolítico e econômico.

O novo plano amplia a sequência de ajustes recentes da Michelin na França, após decisões que já vinham afetando operações industriais no país. A empresa, no entanto, apresenta a nova etapa como um programa baseado em adesão voluntária, com foco na adaptação da organização e não em desligamentos compulsórios.

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