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Pirelli cresce nos nove meses apesar de câmbio e tarifas

A Pirelli & C. SpA informou que obteve crescimento de receita e lucro operacional ajustado nos nove primeiros meses do ano, apesar do impacto negativo das variações cambiais e das tarifas sobre pneus em alguns mercados. O resultado foi divulgado em 6 de novembro e reflete o desempenho até o fim de setembro. Receita e […]

por Mateus Taday em 24/11/2025 - Atualizado em 20/11/2025

A Pirelli & C. SpA informou que obteve crescimento de receita e lucro operacional ajustado nos nove primeiros meses do ano, apesar do impacto negativo das variações cambiais e das tarifas sobre pneus em alguns mercados. O resultado foi divulgado em 6 de novembro e reflete o desempenho até o fim de setembro.

Receita e lucro ajustado em alta

A receita consolidada somou cerca de R$ 31,72 bilhões (US$ 6,1 bilhões), ligeiramente acima do registrado no mesmo período do ano anterior. O crescimento orgânico foi estimado em 3,7%, compensando efeitos negativos equivalentes a 3,4% relacionados ao câmbio e à saída da unidade de distribuição Dackia do grupo. O lucro operacional ajustado, calculado antes de juros e impostos (EBIT ajustado), alcançou aproximadamente R$ 5,07 bilhões (US$ 975,5 milhões), aumento de 2,4% no comparativo anual.

Segundo a fabricante, a estratégia de preço e composição do mix comercial gerou efeito positivo avaliado em R$ 855,0 milhões (US$ 164,4 milhões), o que compensou a queda de volumes estimada em R$ 26,5 milhões (US$ 5,1 milhões) e os aumentos de custos de matérias-primas em torno de R$ 339,9 milhões (US$ 65,4 milhões). O impacto desfavorável do câmbio foi calculado em R$ 321,9 milhões (US$ 61,9 milhões). Programas internos de eficiência adicionaram cerca de R$ 712,4 milhões (US$ 137 milhões) ao resultado, reduzindo o efeito inflacionário de insumos e outras despesas.

Contexto tarifário e perspectiva de mercado

No terceiro trimestre, a receita ficou ligeiramente abaixo da registrada um ano antes, totalizando quase R$ 10,40 bilhões (US$ 2 bilhões), retração de 2,3%. Mesmo assim, o lucro operacional ajustado cresceu para cerca de R$ 1,68 bilhão (US$ 323,8 milhões), elevando a margem de 15,9% para 16,3%, segundo os dados da empresa.

A Pirelli avalia que o mercado global de pneus para automóveis tende a permanecer estável em 2025, com avanço moderado no segmento de maior valor agregado e retração no segmento padrão. Parte dessa performance segue condicionada às políticas comerciais de países importadores. Aproximadamente 40 por cento da demanda de pneus da marca nos Estados Unidos é atendida por fábricas no Brasil e na Europa, enquanto a planta localizada no estado da Geórgia e as operações no México suprem os outros 60%.

As alíquotas tarifárias informadas pela empresa incluem, entre outros itens: 15% de imposto de importação aplicado na Europa para pneus de carros desde 1º de agosto; no Brasil, uma taxa adicional de 25% sobre importações desde 3 de maio; no Reino Unido, 10% a partir de 1º de julho; além de tarifas universais e recíprocas para pneus de motocicletas e bicicletas, variáveis conforme a origem. No México, não há cobrança adicional devido ao enquadramento da Pirelli como produtora compatível com o acordo comercial entre Estados Unidos, México e Canadá, conhecido como USMCA na sigla em inglês.

A fabricante afirma que medidas de mitigação, como ajustes logísticos, revisão de estoques e novas iniciativas de redução de custos, ajudaram a limitar os efeitos dessas políticas. Com base nos resultados do período e reconhecendo o ambiente externo como volátil e desafiador, a Pirelli manteve suas projeções para 2025 anunciadas em julho.

Foto: Pirelli.

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