Titan cresce 2,9% no 1º trimestre, mas fecha no prejuízo
A Titan International encerrou o primeiro trimestre de 2026 com vendas líquidas de US$ 505,1 milhões, alta de 2,9% sobre o mesmo período do ano anterior. A fabricante de pneus, rodas, conjuntos montados e componentes para aplicações fora de estrada informou que o resultado ficou na parte superior de suas expectativas para o período. A […]
por Mateus Taday em 06/05/2026 - Atualizado em 04/05/2026
A Titan International encerrou o primeiro trimestre de 2026 com vendas líquidas de US$ 505,1 milhões, alta de 2,9% sobre o mesmo período do ano anterior. A fabricante de pneus, rodas, conjuntos montados e componentes para aplicações fora de estrada informou que o resultado ficou na parte superior de suas expectativas para o período.
A margem bruta foi de 14,1%, ante 14,0% um ano antes. O EBITDA ajustado chegou a US$ 31,4 milhões, levemente acima dos US$ 30,8 milhões registrados no primeiro trimestre de 2025. A empresa atribuiu a melhora a ações de redução de custos, ganhos de produtividade e maior alavancagem operacional em parte dos negócios.
Apesar do avanço nas vendas e no EBITDA ajustado, a Titan registrou prejuízo líquido de US$ 24,2 milhões no trimestre. O resultado foi impactado por aproximadamente US$ 2 milhões em despesas de reestruturação e US$ 23 milhões em perdas contábeis não-caixa relacionadas ao fechamento da fábrica de Jackson, no Tennessee.
Segmento agrícola fica praticamente estável
O segmento agrícola, principal área de atuação da Titan, teve vendas de US$ 198,3 milhões no trimestre, praticamente estáveis em relação aos US$ 197,7 milhões de um ano antes. A variação positiva foi de 0,3%.
Segundo a empresa, o efeito cambial positivo ajudou o desempenho da divisão, mas foi parcialmente compensado por menores volumes nas Américas. A Titan citou menor renda agrícola, custos de financiamento mais altos e continuidade dos ajustes de estoque por fabricantes de equipamentos originais como fatores que limitaram a demanda.
A margem bruta da divisão agrícola caiu de 12,4% para 12,1%. O lucro operacional do segmento recuou 20,6%, para US$ 7,5 milhões, reflexo de volumes menores e menor diluição de custos fixos.
Construção cresce mais de 11%
O melhor desempenho veio do segmento de terraplenagem e construção. As vendas nessa divisão somaram US$ 159,5 milhões, alta de 11,3% sobre o primeiro trimestre de 2025. A Titan informou que o crescimento foi impulsionado por maiores volumes nas Américas e no negócio europeu de rodas, além de efeito cambial positivo.
A margem bruta do segmento subiu de 10,4% para 11,3%, enquanto o lucro operacional avançou 42,6%, para US$ 2,4 milhões. A empresa afirmou que a alta dos volumes permitiu melhor aproveitamento da estrutura de custos fixos.
No segmento de consumo, as vendas caíram 1,6%, para US$ 147,2 milhões. A companhia citou condições voláteis de mercado, tarifas e juros mais altos como fatores que afetaram a demanda. Ainda assim, a margem bruta da divisão subiu de 19,6% para 19,9%.
Para o segundo trimestre de 2026, a Titan projeta vendas entre US$ 470 milhões e US$ 490 milhões, com EBITDA ajustado entre US$ 25 milhões e US$ 30 milhões. A empresa manteve a previsão anual de vendas entre US$ 1,85 bilhão e US$ 1,95 bilhão, com EBITDA ajustado entre US$ 105 milhões e US$ 115 milhões.