Câmbio pressiona receita da Michelin no 1º trimestre
A Michelin reportou receita de aproximadamente R$ 33,7 bilhões (US$ 6,7 bilhões) no primeiro trimestre de 2026, queda de 5,4% na comparação anual. Segundo a companhia, o recuo é integralmente explicado pelo efeito cambial, especialmente pela valorização do euro frente ao dólar e outras moedas. Em termos constantes, o faturamento permaneceu estável, mesmo em um […]
por Lara Roibone em 30/04/2026 - Atualizado em 30/04/2026
A Michelin reportou receita de aproximadamente R$ 33,7 bilhões (US$ 6,7 bilhões) no primeiro trimestre de 2026, queda de 5,4% na comparação anual. Segundo a companhia, o recuo é integralmente explicado pelo efeito cambial, especialmente pela valorização do euro frente ao dólar e outras moedas. Em termos constantes, o faturamento permaneceu estável, mesmo em um ambiente global de incerteza.
O volume de vendas de pneus caiu 1,4%, com desempenho desigual entre segmentos. As vendas de reposição avançaram, impulsionadas pela marca Michelin, enquanto o fornecimento para equipamentos originais recuou diante da fraqueza do mercado automotivo. O mix de produtos teve impacto positivo, com maior participação de itens de maior valor agregado, especialmente pneus de aro 18 polegadas ou superior, que representaram 69% das vendas da marca no período.
No segmento de consumo, que inclui automóveis de passeio, veículos comerciais leves e duas rodas, a receita caiu 4,4% em base reportada, mas cresceu 1,3% desconsiderando o câmbio. Já a divisão de transporte registrou retração de 11,3%, pressionada pela queda na demanda por equipamentos originais nas Américas. No mercado de reposição, houve avanço na Europa, enquanto a América do Norte seguiu com menor atividade no transporte rodoviário.
A área de especialidades apresentou queda de 3,3% na receita, apesar do crescimento de volumes, com destaque para os segmentos de mineração e aviação. Já a divisão de Soluções em Compósitos Poliméricos registrou alta de 5,1%, refletindo a incorporação de novos negócios e expansão em aplicações industriais. A companhia também avançou em aquisições e reorganização de portfólio ao longo do trimestre.
Diante do cenário externo ainda instável, incluindo tensões no Oriente Médio e riscos na cadeia de suprimentos, a Michelin informou que mantém suas projeções para 2026. A empresa destacou que seguirá monitorando o mercado e ajustando sua operação conforme necessário para preservar desempenho e continuidade dos negócios.