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Bekaert encerra produção de tire cord na Sardenha

A Bekaert assinou um acordo preliminar para transferir sua fábrica de reforços metálicos para pneus em Macchiareddu, na Sardenha, para a italiana Nuova Icom. A companhia afirma que mudanças estruturais na indústria de pneus reduziram a demanda e prejudicaram a competitividade da unidade, tornando a produção de tire cord economicamente inviável nas condições atuais. A […]

por Mateus Taday em 07/09/2026 - Atualizado em 06/09/2026

A Bekaert assinou um acordo preliminar para transferir sua fábrica de reforços metálicos para pneus em Macchiareddu, na Sardenha, para a italiana Nuova Icom. A companhia afirma que mudanças estruturais na indústria de pneus reduziram a demanda e prejudicaram a competitividade da unidade, tornando a produção de tire cord economicamente inviável nas condições atuais.

A operação deve ser concluída em outubro, após as consultas trabalhistas e o cumprimento das demais condições previstas. A Nuova Icom, empresa de engenharia e metalurgia, assumirá o complexo e parte dos equipamentos para iniciar novas atividades industriais. Segundo o governo da Sardenha, o plano envolve investimento de €40 milhões, cerca de US$ 47 milhões, e prevê preservar aproximadamente 150 empregos e realizar outras 55 contratações.

Bekaert amplia capacidade na Ásia

A saída da produção na Sardenha ocorre poucos meses depois de a Bekaert ampliar sua presença justamente no mercado asiático. Em maio, a companhia concluiu a aquisição das operações de tire cord da Bridgestone na China e na Tailândia, negócio que havia sido anunciado no início deste ano.

Os dois movimentos apontam para uma redistribuição geográfica da capacidade da Bekaert. Enquanto a fabricante considera que a produção de reforços para pneus deixou de ser competitiva na unidade italiana, incorporou ativos na China e Tailândia para ampliar sua presença junto à indústria asiática. A situação também acrescenta um novo caso à pressão enfrentada pela cadeia automotiva europeia diante de custos elevados e mudanças na distribuição global da produção.

Foto: Bekaert.

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