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Custos da Giti sobem 13,6%, enquanto pneus ficam mais baratos

A Giti Tire registrou forte aumento nos custos de matérias-primas no segundo trimestre de 2026, ao mesmo tempo em que os preços médios de seus pneus recuaram. Dados operacionais divulgados pela companhia na China mostram que o custo médio de aquisição dos principais insumos aumentou 13,6% em relação aos três primeiros meses do ano e […]

por Mateus Taday em 31/08/2026 - Atualizado em 28/08/2026

A Giti Tire registrou forte aumento nos custos de matérias-primas no segundo trimestre de 2026, ao mesmo tempo em que os preços médios de seus pneus recuaram. Dados operacionais divulgados pela companhia na China mostram que o custo médio de aquisição dos principais insumos aumentou 13,6% em relação aos três primeiros meses do ano e 3,4% na comparação com o mesmo período de 2025.

O indicador considera matérias-primas como borracha natural, borracha sintética e negro-de-fumo. Em sentido contrário, o preço médio de venda dos pneus da Giti caiu 1,02% em relação ao primeiro trimestre e 3,55% na comparação anual, evidenciando a dificuldade de repassar a alta dos custos aos clientes. Entre abril e junho, a companhia produziu 4,10 milhões de pneus e comercializou 3,99 milhões de unidades. A receita do segmento ficou em RMB 1,11 bilhão (US$ 155 milhões).

Lucro cresce apesar da pressão sobre custos

No primeiro semestre completo, a Giti registrou receita de RMB 2,23 bilhões (US$ 312 milhões), queda de 2,7% em relação ao mesmo período de 2025. Apesar da retração das vendas, o lucro líquido atribuível aos acionistas avançou 24,4%, para aproximadamente RMB 70,6 milhões (US$ 9,9 milhões).

Os números reforçam a pressão provocada pelas matérias-primas sobre a indústria asiática de pneus em 2026. O movimento também aparece nos balanços e dados operacionais de outras fabricantes chinesas, embora com impactos diferentes sobre a rentabilidade. No caso da Giti, além dos insumos, a companhia apontou a elevação dos derivados de petróleo e dos fretes marítimos entre os fatores que pressionam suas operações de exportação.

Foto: GITI.

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