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Importados avançam e vendas nacionais caem 6,8%

As vendas de pneus de passeio, comerciais leves e de carga fabricados no Brasil caíram 6,8% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo a Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP), as fabricantes instaladas no país comercializaram 17,8 milhões de unidades, ante 19,1 milhões entre janeiro e […]

por Mateus Taday em 30/07/2026 - Atualizado em 30/07/2026

As vendas de pneus de passeio, comerciais leves e de carga fabricados no Brasil caíram 6,8% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo a Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP), as fabricantes instaladas no país comercializaram 17,8 milhões de unidades, ante 19,1 milhões entre janeiro e junho de 2025.

No mesmo intervalo, as importações cresceram 81,2%. A retração das fabricantes nacionais ficou concentrada no mercado de reposição, onde as vendas diminuíram 10,1%. O fornecimento de pneus para as montadoras apresentou maior estabilidade, com queda de 0,3%.

Importados ficam com 71% da reposição

Com o resultado, os pneus fabricados no Brasil responderam por apenas 29% do mercado de reposição no primeiro semestre, enquanto os produtos importados alcançaram participação de 71%. A relação se inverteu em comparação com 2021, quando a indústria nacional detinha aproximadamente 64% do mercado e os importados representavam 36%.

A maior pressão foi registrada no segmento de pneus de carga. As importações da categoria aumentaram 157,9% entre janeiro e junho. Os produtos estrangeiros passaram a representar 73% das vendas no mercado de reposição, deixando os fabricantes nacionais com os 27% restantes.

A ANIP também questiona o cumprimento das metas ambientais pelos importadores. De acordo com a entidade, com base em dados reportados ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), mais de 500 mil toneladas de pneus deixaram de ser recolhidas e destinadas pelos importadores nos últimos 14 anos. A associação afirma que o volume gera uma diferença de custos em relação às fabricantes instaladas no país. Sabidamente, a Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Pneus (ABIDIP) refuta essa afirmação.

A entidade aguarda a análise de pleitos apresentados ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e defende novas medidas comerciais para o setor. Como referência, a ANIP cita a tarifa de importação de 35% adotada pelo México e as taxas antidumping aplicadas pela União Europeia aos pneus de passeio e comerciais leves produzidos na China, que variam de 4,3% a 45,3%. A associação alerta que a continuidade da perda de participação pode afetar empregos, investimentos e a cadeia brasileira de produção de borracha natural.

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