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Importados impulsionam reposição de pneus de carga na América do Sul

O mercado de reposição de pneus para caminhões e ônibus apresenta forte crescimento na América do Sul em 2026, mas os dados indicam que boa parte desse avanço está sendo capturada pelos produtos importados. A avaliação consta da atualização dos mercados globais da Michelin referente ao acumulado até julho e ajuda a explicar um movimento […]

por Mateus Taday em 08/09/2026 - Atualizado em 07/09/2026

O mercado de reposição de pneus para caminhões e ônibus apresenta forte crescimento na América do Sul em 2026, mas os dados indicam que boa parte desse avanço está sendo capturada pelos produtos importados. A avaliação consta da atualização dos mercados globais da Michelin referente ao acumulado até julho e ajuda a explicar um movimento já identificado pela ANIP no Brasil.

Segundo a Michelin, a demanda sul-americana de reposição cresce fortemente devido à combinação de importações elevadas e de uma compensação da retração do mercado de equipamento original. No Brasil, os números divulgados anteriormente pela ANIP mostram a dimensão desse movimento: as importações de pneus de carga cresceram 157,9% no primeiro semestre e passaram a representar 73% das vendas da categoria no mercado de reposição.

Mercado cresce, mas produção brasileira perde espaço

O avanço do mercado, portanto, não está se traduzindo em maior volume para as fabricantes instaladas no Brasil. No primeiro semestre, as vendas nacionais de pneus de passeio, comerciais leves e de carga para reposição recuaram 10,1%, enquanto as importações avançaram 81,2%. Considerando todas as categorias, os pneus importados já responderam por 71% da reposição brasileira, ante 29% dos produtos fabricados no país.

No equipamento original de carga, o cenário continua mais fraco. A Michelin afirma que o mercado brasileiro permanece pressionado pela situação econômica, que limita os investimentos dos transportadores, e pela crescente concorrência de caminhões importados da Ásia. Os dados mostram, assim, uma mudança relevante na composição do mercado: enquanto o OE recua, a reposição absorve parte dessa demanda, mas com participação cada vez maior de pneus importados.

Foto: Michelin.

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