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Michelin leva TreadVision ao TMC e reforça aposta em IA na recapagem

A Michelin apresentou no conselho da Technology & Maintenance Council (TMC), em março de 2026, a plataforma TreadVision, voltada à digitalização do processo de recapagem de pneus comerciais. A tecnologia foi mostrada no principal fórum técnico de manutenção de frotas da América do Norte, com foco em padronizar decisões críticas ao longo do processo. O […]

por Mateus Taday em 26/03/2026 - Atualizado em 25/03/2026

A Michelin apresentou no conselho da Technology & Maintenance Council (TMC), em março de 2026, a plataforma TreadVision, voltada à digitalização do processo de recapagem de pneus comerciais. A tecnologia foi mostrada no principal fórum técnico de manutenção de frotas da América do Norte, com foco em padronizar decisões críticas ao longo do processo.

O sistema estrutura a recapagem em três etapas principais: medição do desgaste, inspeção estrutural e definição automatizada de decisão. A proposta é reduzir a dependência de julgamento humano em pontos como aceitação de carcaça e definição de processo.

Na entrada do fluxo está o TreadEye, responsável pela leitura do desgaste. O equipamento mede cerca de 1.200 pontos por pneu para gerar um mapa detalhado da banda de rodagem e identificar padrões irregulares. A partir desses dados, o sistema estima o ponto ideal de retirada e o potencial de reaproveitamento da carcaça.

A etapa seguinte envolve a análise estrutural por sherografia, técnica que utiliza interferometria a laser para detectar separações internas, bolhas e danos invisíveis externamente. No TreadVision, a interpretação dessas imagens é feita por modelos de visão computacional, que classificam automaticamente os defeitos e eliminam variações entre operadores.

Com base na combinação entre desgaste medido e integridade estrutural, o sistema define de forma padronizada se a carcaça deve ser recapada, descartada ou direcionada a um processo específico. Essa lógica cria um fluxo decisório único, substituindo critérios locais por uma base comum orientada por dados.

A plataforma inclui ainda automação do fluxo físico e integração com sistemas de gestão, permitindo rastrear cada pneu ao longo do ciclo de vida. Nesse modelo, a recapagem deixa de ser uma sequência de inspeções isoladas e passa a operar como um processo contínuo, com entrada de dados, validação estrutural e decisão técnica conectadas.

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