Bridgestone registra receita recorde de US$ 14,7 bi
A Bridgestone encerrou o primeiro semestre de 2026 com receita recorde de US$ 14,69 bilhões (¥2,32 trilhões), crescimento de 10% sobre o mesmo período do ano anterior. O lucro operacional ajustado avançou 20%, para US$ 1,78 bilhão (¥280,9 bilhões), enquanto a margem aumentou de 11,1% para 12,1%. O lucro atribuível aos acionistas chegou a US$ […]
por Mateus Taday em 24/08/2026 - Atualizado em 21/08/2026
A Bridgestone encerrou o primeiro semestre de 2026 com receita recorde de US$ 14,69 bilhões (¥2,32 trilhões), crescimento de 10% sobre o mesmo período do ano anterior.
O lucro operacional ajustado avançou 20%, para US$ 1,78 bilhão (¥280,9 bilhões), enquanto a margem aumentou de 11,1% para 12,1%. O lucro atribuível aos acionistas chegou a US$ 1,31 bilhão (¥206,2 bilhões), alta de 79%.
Parte significativa do crescimento nominal decorreu da desvalorização do iene. Excluído o efeito cambial, a receita aumentou 2% e o lucro operacional ajustado avançou 11%. A fabricante também citou maiores volumes, melhoria do mix, reajustes de preços, redução de custos e benefícios obtidos com a reestruturação de operações.
Por categoria, a receita de pneus para veículos de passeio e comerciais leves cresceu 11%. O segmento de pneus para caminhões e ônibus avançou 8%, enquanto os negócios especializados, que incluem pneus OTR, agrícolas, para motocicletas e aeronaves, cresceram 11%.
Américas crescem 11%
As Américas permaneceram como o maior mercado da Bridgestone, com receita de US$ 7,19 bilhões (¥1,14 trilhão), alta de 11%. O lucro operacional ajustado da região cresceu 12%, para aproximadamente US$ 652 milhões (¥103 bilhões), com margem de 9,1%.
Na América do Norte, a companhia ganhou participação mesmo diante da retração do mercado de reposição. A demanda por pneus de passeio e comerciais leves caiu 8%, enquanto as vendas da Bridgestone recuaram 3%. Nos pneus de carga, o mercado diminuiu 12%, mas as vendas da fabricante ficaram apenas 1% abaixo do primeiro semestre de 2025.
Na América Latina, a Bridgestone informou que permaneceu lucrativa e ampliou o resultado operacional em aproximadamente US$ 7,6 milhões (¥1,2 bilhão). A produção regional, medida pelo volume de borracha processada, aumentou de aproximadamente 70 mil para 80 mil toneladas.
O balanço não apresenta receita ou lucro separados para o Brasil. Por isso, a melhora consolidada da América Latina não elimina as dificuldades enfrentadas no país, onde o avanço dos pneus importados pressiona volumes, utilização da capacidade e rentabilidade. O 54PSI publicou recentemente que a Bridgestone considera a crise brasileira a maior da história da indústria nacional de pneus.
Projeção anual é mantida
A Bridgestone manteve a previsão de encerrar 2026 com receita de aproximadamente US$ 30 bilhões (¥4,5 trilhões) e lucro operacional ajustado de US$ 3,43 bilhões (¥515 bilhões). A margem projetada é de 11,4%.
A companhia preservou as metas apesar de prever mais de US$ 400 milhões em custos adicionais no segundo semestre relacionados à situação no Oriente Médio. No acumulado do ano, esse impacto poderá se aproximar de US$ 467 milhões (¥70 bilhões).