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Michelin amplia ações de empregados em meio a recompra

A Michelin lançou a edição 2026 do BIB’Action, seu programa global de participação acionária para empregados, em um momento em que a companhia também executa uma ampla recompra de ações destinadas ao cancelamento. Segundo a fabricante, quase 65% de seus funcionários já são acionistas. O novo plano estará disponível para cerca de 114 mil empregados […]

por Mateus Taday em 09/09/2026 - Atualizado em 08/09/2026

A Michelin lançou a edição 2026 do BIB’Action, seu programa global de participação acionária para empregados, em um momento em que a companhia também executa uma ampla recompra de ações destinadas ao cancelamento. Segundo a fabricante, quase 65% de seus funcionários já são acionistas. O novo plano estará disponível para cerca de 114 mil empregados em 44 países.

Programa pode emitir até 6,8 milhões de ações

Os funcionários poderão adquirir ações por €24,26, com desconto de 30% sobre o preço de referência. A Michelin também oferece ações gratuitas de acordo com a quantidade adquirida. Para atender ao programa, a companhia autorizou uma ampliação de capital de até 6,8 milhões de novas ações, incluindo os papéis concedidos gratuitamente. As ações ficarão bloqueadas por cinco anos, salvo nas situações de liberação antecipada previstas pelo programa.

O movimento ocorre simultaneamente à recompra de ações realizada pela Michelin em 2026. Em março, a companhia contratou instituições financeiras para adquirir até €750 milhões em papéis até novembro, todos destinados posteriormente ao cancelamento. A operação integra um programa mais amplo, que prevê até €2 bilhões em recompras entre 2026 e 2028. As duas iniciativas têm efeitos opostos sobre o capital: enquanto o BIB’Action cria novas ações e provoca alguma diluição, o cancelamento dos papéis recomprados reduz o número de ações em circulação.

Ao final de 2025, 77.755 empregados da Michelin detinham 3,1% do capital da companhia, ante 80.260 funcionários e uma participação de 2,6% no ano anterior. A Michelin pretende elevar a fatia pertencente aos empregados para cerca de 4% até 2030. A redução do total de ações provocada pelas recompras também pode contribuir para aumentar proporcionalmente essa participação, ao mesmo tempo em que limita o efeito dilutivo provocado pelas emissões destinadas aos programas de funcionários.

Foto: Michelin.

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