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Prometeon discute futuro da fábrica de Gravataí

A Prometeon avalia a continuidade de sua fábrica de pneus em Gravataí, no Rio Grande do Sul, unidade que emprega cerca de 1.360 pessoas e produz pneus para caminhões, ônibus e máquinas agrícolas. Segundo informações publicadas na imprensa local nas últimas 24 horas, a possibilidade de encerramento foi confirmada ao prefeito Luiz Zaffalon. A Prometeon, […]

por Lara Roibone em 06/09/2026 - Atualizado em 06/09/2026

A Prometeon avalia a continuidade de sua fábrica de pneus em Gravataí, no Rio Grande do Sul, unidade que emprega cerca de 1.360 pessoas e produz pneus para caminhões, ônibus e máquinas agrícolas. Segundo informações publicadas na imprensa local nas últimas 24 horas, a possibilidade de encerramento foi confirmada ao prefeito Luiz Zaffalon. A Prometeon, porém, não anunciou uma decisão de fechar a operação.

A unidade gaúcha trabalha atualmente com aproximadamente 25% de capacidade ociosa e já passou por reduções de produção e paralisações. O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Artefatos de Borracha de Gravataí (Stiab) informou que articula uma negociação com a Prometeon, a Prefeitura, os governos estadual e federal e os trabalhadores. A entidade sindical afirma que não existe risco de fechamento no curto prazo.

Entre as alternativas discutidas estão incentivos municipais relacionados ao Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e medidas tributárias apresentadas pelo governo do Rio Grande do Sul. As iniciativas procuram reduzir custos e recuperar a competitividade da fábrica de pneus, enquanto representantes públicos, empresa e sindicato analisam as condições necessárias para manter a produção e os empregos em Gravataí.

A Prometeon atribui parte da pressão sobre a operação à queda das exportações de pneus para os Estados Unidos após a adoção de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A fábrica tinha o mercado norte-americano como destino relevante.

O cenário contrasta com o registrado em setembro de 2021, quando o 54PSI informou que a Prometeon havia contratado 250 trabalhadores e ampliado a produção em Gravataí para três turnos, durante os sete dias da semana. Cinco anos depois, a capacidade ociosa e a mobilização política em torno da unidade mostram uma mudança nas condições do mercado brasileiro de pneus comerciais e agrícolas.

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