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POLYN começa a entregar chip que mede aderência dos pneus

A POLYN Technology começou a entregar unidades de engenharia do chip VibroSense TMS para montagem em sensores de monitoramento de pneus e avaliação pela indústria automotiva. A tecnologia utiliza dados de vibração coletados no pneu para estimar em tempo real a aderência disponível entre o pneu e o pavimento. Os chips poderão ser avaliados por […]

por Mateus Taday em 29/09/2026 - Atualizado em 28/09/2026

A POLYN Technology começou a entregar unidades de engenharia do chip VibroSense TMS para montagem em sensores de monitoramento de pneus e avaliação pela indústria automotiva. A tecnologia utiliza dados de vibração coletados no pneu para estimar em tempo real a aderência disponível entre o pneu e o pavimento.

Os chips poderão ser avaliados por fabricantes de pneus e veículos, fornecedores de sistemas de chassi e empresas que desenvolvem sistemas avançados de assistência ao motorista (ADAS) e condução autônoma. O VibroSense foi desenvolvido para trabalhar integrado ao TPMS, processando os sinais de um acelerômetro instalado no pneu.

Sensor tenta antecipar aderência disponível

O sistema estima o coeficiente máximo de atrito entre pneu e pavimento, conhecido como PFC, e transmite a informação para a unidade eletrônica do veículo. O dado pode então ser utilizado por sistemas de frenagem, controle eletrônico de estabilidade e tração integral. A proposta é fornecer aos sistemas do veículo uma estimativa da aderência disponível antes que uma situação de escorregamento seja detectada pelos métodos convencionais.

Em um teste recente realizado por terceiros, segundo a POLYN, um veículo equipado com o VibroSense reduziu em 12% a distância de frenagem sobre basalto molhado. Em uma frenagem iniciada a 40 km/h, o veículo parou em 55,5 metros, ante 63,2 metros sem a tecnologia. A fabricante, porém, não divulgou informações suficientes sobre o protocolo do teste para determinar se o resultado pode ser reproduzido com outros veículos, pneus e superfícies.

O processamento dos sinais é realizado no próprio chip por meio de uma arquitetura neuromórfica analógica desenvolvida pela POLYN. Além da estimativa de aderência, a plataforma prevê aplicações para monitoramento do desgaste da banda de rodagem, desbalanceamento da roda e outras condições do conjunto pneu-roda. A tecnologia pode ser aplicada a pneus de diferentes fabricantes, mas precisa ser calibrada para as características de cada aplicação.

A entrega dos chips representa uma etapa de avaliação e ainda não significa que o VibroSense esteja pronto para produção em série. A POLYN prevê o tapeout da versão comercial do componente para meados de 2027, seguido pela qualificação automotiva. A empresa ainda não revelou quais fabricantes estão avaliando a tecnologia nem anunciou contratos para aplicação em veículos de produção.

Imagem: POLYN Technology.