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Dunlop contesta economia da nova regra de pneus da Califórnia

A Dunlop Tires North America (DTNA), responsável pelas marcas Dunlop e Falken no mercado norte-americano, intensificou suas críticas às novas regras de eficiência para pneus de reposição da Califórnia. Em uma nova análise divulgada em 15 de setembro, a companhia afirma que a economia líquida projetada pelo estado pode ser até 91% menor para alguns […]

por Mateus Taday em 16/09/2026 - Atualizado em 16/09/2026

A Dunlop Tires North America (DTNA), responsável pelas marcas Dunlop e Falken no mercado norte-americano, intensificou suas críticas às novas regras de eficiência para pneus de reposição da Califórnia. Em uma nova análise divulgada em 15 de setembro, a companhia afirma que a economia líquida projetada pelo estado pode ser até 91% menor para alguns consumidores, dependendo das alterações necessárias para que os pneus atendam aos novos limites de resistência ao rolamento.

A análise é uma evolução das preocupações apresentadas pela fabricante em agosto, quando a Dunlop criticou a regulamentação por considerar que ela poderia aumentar custos e afetar durabilidade, segurança e oferta de produtos. Agora, a empresa apresentou três cenários hipotéticos para pneus econômicos, light truck e UHP com o objetivo de demonstrar como diferentes soluções de engenharia poderiam alterar o impacto financeiro sobre os consumidores.

Dunlop questiona economia de US$ 153

No principal exemplo, a DTNA utiliza um pneu econômico na medida 195/65R15, vendido atualmente por US$ 64,16. A fabricante calcula que o preço poderia subir aproximadamente 21%, para US$ 77,63, considerando um impacto ilustrativo de 16% relacionado a matérias-primas, 3% para recuperação de investimentos industriais e 2% para engenharia e desenvolvimento.

A companhia também simula uma redução de 20% na vida útil desse pneu como uma possível consequência de alterações destinadas a reduzir a resistência ao rolamento. Nesse cenário, seriam necessários 25% mais pneus para percorrer a mesma distância e o custo do pneu por milha aumentaria cerca de 51%. Com esses fatores, a DTNA estima que o benefício líquido ao consumidor poderia ficar em aproximadamente US$ 14, contra os US$ 153 projetados pela California Energy Commission (CEC).

A fabricante ressalta, porém, que os números representam cenários de sensibilidade e não previsões sobre como a Dunlop, Falken ou qualquer outra fabricante efetivamente modificará seus produtos. Segundo a DTNA, as soluções para milhares de pneus ainda estão sendo desenvolvidas, e os custos, a durabilidade e as características finais de desempenho dependerão das escolhas de engenharia adotadas para cumprir a regulamentação.

Califórnia mantém projeção de economia

A CEC calcula que, na segunda fase da regulamentação, a partir de 2033, um pneu de passeio compatível com os novos requisitos custará em média US$ 6,50 adicionais, ou US$ 26 por jogo. Em contrapartida, a redução no consumo de combustível proporcionaria economia estimada de US$ 179 ao longo da vida dos pneus, resultando em benefício líquido de US$ 153 para um veículo de passeio.

A comissão afirma que realizou testes laboratoriais com pneus populares no mercado californiano e concluiu que os limites são tecnicamente viáveis sem comprometer segurança ou vida útil. A primeira fase começa em 2029 e prevê custo adicional estimado de US$ 1,50 por pneu. A segunda fase entra em vigor em 2033, com requisitos mais rigorosos.

A Dunlop/Falken argumenta que médias estaduais podem esconder impactos muito diferentes entre segmentos. Segundo a empresa, consumidores de pneus econômicos têm menos margem para absorver tecnologias e materiais mais caros do que compradores de produtos premium. Na medida 195/65R15 utilizada em sua análise, a companhia afirma que aproximadamente 95% do volume vendido na Califórnia está concentrado no Tier 4 e que 73% dos veículos associados a essa medida são do ano-modelo 2014 ou anteriores.

A DTNA não questiona que a redução da resistência ao rolamento possa diminuir o consumo de combustível. O ponto central da contestação é se a economia energética projetada pela Califórnia compensará os custos necessários para adaptar cada produto, incluindo eventuais mudanças de preço, durabilidade e desempenho. Como a regulamentação só começa a vigorar em 2029 e será implementada integralmente em 2033, o impacto efetivo dependerá das soluções que as fabricantes adotarem nos próximos anos.

Foto: Sumitomo Rubber.

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